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765 comentários sobre “Política

  1. Para a presidente no STF soltar uma desse é porque a água bateu no bumbum.

    Cármen Lúcia: “Ou é a democracia ou a guerra”

    Brasil 05.12.16 11:20
    Cármen Lúcia, presidente no STF, há pouco, durante a abertura do 10º Encontro Nacional do Poder Judiciário, em Brasília:

    “Há uma enorme intolerância com a falta de eficiência do Poder Público que nos leva a pensar como é que temos de agir para que a sociedade não desacredite no Estado, uma vez que o Estado democrático previsto constitucionalmente parece ser até aqui a nossa única opção. Ou é a democracia ou a guerra. E o papel da Justiça é exatamente pacificar.”

    E mais:

    ““Ou a sociedade acredita numa ideia de Justiça que vai ser atendida por uma estrutura estatal e partimos para um marco civilizatório específico ou a sociedade deixa de acreditar nas instituições e por isso mesmo opta pela vingança. Nós não esperamos que a sociedade em algum momento precise desacreditar, a tal ponto que resolva fazer justiça pelas próprias mãos, que nada mais é que exercer a vingança, que é a negativa da civilização.”

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  2. NET liga para Dilma no Planalto e causa constrangimento

    Presidente afastada Dilma Rousseff discursa durante julgamento do impeachment no Senado, dia 29/08/2016
    Dilma Rousseff: “bom dia. Eu gostaria de falar com a senhora Dilma Vana. É da NET”, teria falado a atendente
    Do HuffPost Brasil
    A NET causou uma saia justa no Palácio do Planalto na última terça-feira (27). Uma funcionária da NET ligou para o terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete do presidente, procurando a senhora “Dilma Vana”. As informações são da coluna de Lauro Jardim, do O Globo.

    “Bom dia. Eu gostaria de falar com a senhora Dilma Vana. É da NET”, teria falado a atendente da NET à secretária do gabinete da presidência. “Senhora, a presidente Dilma não trabalha mais aqui. Ela mora em Porto Alegre”, respondeu a secretária, do outro lado da linha.

    A funcionária do telemarketing insistiu, perguntando em qual telefone ela poderia encontrar Dilma Vana. Diante das negativas da secretária, a funcionária voltou a perguntar onde poderia encontrar sua cliente e recebeu a seguinte resposta, já impaciente:

    “Você não entendeu. Você está falando com a Presidência da República. A Dilma Vana que vocês estão procurando é a presidente Dilma Vana Rousseff. Ela não é mais a presidente. O presidente agora é o presidente Michel Temer.”

    A atendente desligou, mas no mesmo dia, outro funcionário da NET ligou para a secretária, que teve de explicar a situação novamente.

    Ainda de acordo com Lauro Jardim, outra atendente da NET ligou procurando Dilma e só desligou depois de ter certeza de que estava ligando para o Palácio do Planalto.

    Procurada pelo HuffPost Brasil, a assessoria da NET não confirmou se as ligações eram da operadora ou se eram possíveis trotes

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  3. Mais impostos? Não!

    Brasil 19.07.16 11:30
    Pesquisa divulgada realizada pela Ipsos e divulgada pela Fiesp mostra que 88% dos brasileiros acreditam que a melhor maneira de controlar as contas públicas é cortar gastos, informa O Globo.

    Só 2% querem pagar mais.

    Devem ser os simpatizantes de Dilma.

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  4. Desvios teriam custeado despesas de Paulo Bernardo e do PT, diz MPF
    Reuters

    O ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo teve, segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, despesas pessoais e de campanhas eleitorais pagas pelo esquema de corrupção investigado pela Operação Custo Brasil, deflagrada hoje (23). As investigações apontam que um escritório de advocacia ligado ao ex-ministro recebeu cerca de R$ 7 milhões. Desse total, a estimativa é que 80% do dinheiro custearam gastos do ex-ministro.

    O MPF e a PF avaliam que foram desviados mais de R$ 100 milhões do sistema de gestão de crédito consignado do Ministério do Planejamento entre 2010 e 2015. De acordo com as investigações, agentes públicos e políticos recebiam pagamentos ilegais a partir do contrato feito com a empresa Consist, responsável por gerir o crédito consignado – empréstimos com desconto em folha – para servidores públicos federais. A cada empréstimo consignado firmado, deveriam ser cobrados R$ 0,30 para custear os serviços da empresa, mas as investigações mostraram que estavam sendo cobrados cerca de R$ 1 de cada contrato. O inquérito aponta que desse montante, 70% eram desviados para empresas de fachada.

    Paulo Bernardo

    A partir dos contratos falsos, os recursos chegavam aos destinatários finais, entre eles o ex-ministro Paulo Bernardo, preso na manhã de hoje. “O dinheiro sempre saia da Consist, a empresa envolvida, era repassado aos parceiros, que eram esses operadores da lavagem de dinheiro, que eram empresas, em muitos casos de fachada. Não havia prestação de serviço. Em muitos casos, simulava-se prestação de serviços. Esse dinheiro chegava aos parceiros e era, então, distribuído para os destinatários finais. Na ponta da cadeia sempre estavam esses agentes políticos e públicos”, disse o procurador Andrey Borges de Mendonça.

    Segundo o procurador Andrey Borges de Mendonça, o ex-ministro não só se beneficiou dos recursos vindos dos desvios como foi fundamental para a criação do esquema. “Paulo Bernardo era ministro do Planejamento à época que foi iniciado o esquema criminoso. Foi ele quem indicou pessoas estratégicas para que o esquema se iniciasse, de primeiro e segundo escalão. Para que esse esquema pudesse não só ser instaurado, mas mantido pelos cinco anos”, ressaltou.

    Inicialmente, Bernardo era, de acordo com Mendonça, destinatário de aproximadamente 9,5% do dinheiro repassado às empresas de fachada. Depois, com a saída dele do Ministério do Planejamento, o percentual recebido pelo ex-ministro caiu para 4,6% e chegou a 2,3% nos últimos meses em que as fraudes foram feitas.

    PT

    A Operação Custo Brasil foi desencadeada hoje a partir da delação premiada do ex-vereador em Americana (SP) Alexandre Romano. Segundo as investigações, Romano tinha um grupo de empresas em seu nome e de parentes próximos, que eram usadas para ocultar a origem do dinheiro desviado do contrato com a Consist e fazer pagamentos em benefício do PT. Em contrapartida, o ex-vereador ficaria com cerca de 20% dos valores movimentados pelas empresas de fachada.

    Valter Correia da Silva

    Entre os 11 presos na operação de hoje está o secretário municipal de Gestão da prefeitura de São Paulo, Valter Correia da Silva. De acordo com Mendonça, ele atuou para que os desvios continuassem a ocorrer e recebeu um percentual dos recursos ilícitos. “O secretário de gestão de São Paulo possuía um cargo em uma das secretarias no ministério responsável pela renovação dos acordos de cooperação técnica. Ou seja, Valter era a pessoa responsável por manter o esquema em vigor”, afirmou o procurador.

    Correia ocupou o cargo de secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão de 2005 a 2007. De fevereiro de 2011 a novembro de 2012, ele ocupou a secretaria-executiva adjunta do ministério. E entre novembro de 2012 e fevereiro de 2015, chefiou a assessoria Especial para Modernização da Gestão da pasta. Em março de 2015, foi convidado para trabalhar com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

    Pernambuco

    Uma empresa de Pernambuco recebeu aproximadamente R$ 30 milhões oriundos do esquema para, segundo Mendonça, auxiliar aliados políticos do governo do PT. “Esse valor era destinado para que a engrenagem política se mantivesse. A investigação ainda está em andamento para identificar todos os reais destinatários desses valores.” disse.

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    • Dinheiro de aposentado bancou até vídeo game

      Documentos obtidos por ISTOÉ mostram que esquema do Ministério do Planejamento comprou até um Nintendo para o filho do ex-ministro Paulo Bernardo e da senadora Gleisi Hoffmann
      Fonte: Isto é
      09.09.16 – 18h30

      Presentes, em geral caros, entraram para o folclore político dos mais rumorosos casos de corrupção no País. No mensalão, atraiu os holofotes o episódio da doação de um Land Rover ao então secretário-geral do PT, Silvio Pereira, por um executivo da empresa GDK, em troca de facilitação para o empresário no governo. No Petrolão, chamou a atenção um relógio rolex que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, delator da Operação Lava Jato, recebeu como regalo de políticos do PP, por tê-los ajudado a encher os bolsos.

      Documentos obtidos por ISTOÉ trazem à baila um novo caso digno desse rol: recursos desviados de servidores públicos da ativa e aposentados foram usados para comprar até um videogame da marca Nintendo para o filho do ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), e da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A documentação está em posse do Ministério Público Federal e faz parte da Operação Custo Brasil, braço da Lava Jato que revelou desvios em contratos de crédito consignado do Ministério do Planejamento, geridos pela empresa Consist.

      Um percentual desse faturamento do crédito consignado ia para o escritório de advocacia de Guilherme Gonçalves, que defendia o ex-ministro e tinha uma relação próxima com ele. Ficavam em uma contabilidade secreta batizada de Fundo Consist. Segundo as investigações, dinheiro desse fundo servia para pagar despesas pessoais de Paulo Bernardo e de Gleisi.

      Os detalhes foram revelados por uma nova testemunha ouvida pelos investigadores, o advogado Sacha Reck, ex-sócio de Guilherme. Assustado com as notícias de irregularidades no escritório, Reck não sabia da existência do fundo secreto e resolveu fazer uma devassa na contabilidade da empresa. Repassou as informações para o Ministério Público Federal e explicou tudo em um depoimento prestado em 16 de julho.

      Segundo Reck, a ordem para comprar o videogame foi dada por Guilherme a um funcionário do escritório, Luiz Bender. “Foi adquirido um videogame Nintendo com dinheiro do Fundo Consist”, disse no depoimento. E completou: “Guilherme Gonçalves dissera a Bender [que] com ele iria presentear o filho de Paulo Bernardo”. Uma planilha dos gastos, em posse dos investigadores, registra em 21 de novembro de 2011 o seguinte objeto: “Nintendo 3DS (Consist)”, com valor de R$ 800. Trata-se de um videogame portátil da marca Nintendo lançado naquele ano.

      DE NOVO O “NÃO SEI DE NADA

      A advogada de Paulo Bernardo, Verônica Sterman, afirmou que ele “não conhece o senhor Sacha e não sabe o que ele declarou”. Por isso, “não comentará informações vazadas ilegalmente”. A defesa de Gleisi disse que “desconhece o conteúdo desse depoimento e ressalta que a senadora jamais recebeu qualquer vantagem indevida do sr. Guilherme Gonçalves”. Procurado, Guilherme Gonçalves afirmou por meio de seus advogados que não ficou comprovado que o escritório pagou despesas pessoais do casal petista. “O escritório do Guilherme pagava sim os valores (custas e multas) para seus clientes, mas na sequência haveria um repasse e compensação por meio do contrato com o partido”, disse o advogado Rodrigo Rios. Ele também atacou Sacha Reck: afirmou que ele se tornou “desafeto declarado” após romper a sociedade com Guilherme em 2013. Disse ainda que o ex-sócio teve problemas “pela sua atuação ilícita no transporte público junto a diversas prefeituras”. Reck é investigado no Paraná sob suspeita de participar de fraudes em licitações de transporte público. Chegou a ser preso preventivamente e foi solto dias depois por um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça. Sua defesa argumentou à Justiça que os serviços prestados na área do transporte público foram legítimos.

      A investigação, porém, não invalida as revelações feitas por Reck, que também atingem empresas. Em seu depoimento, ele identificou nas contas do escritório possíveis irregularidades relacionadas a pagamentos da empresa CR Almeida e da TAM Linhas Aéreas. Esses repasses ficaram registrados na contabilidade como honorários eleitorais, o que levantou a suspeita de que na verdade eram pagamentos de despesas de candidatos.

      HONORÁRIOS ELEITORAIS

      Sacha contou que suspeitou dessas irregularidades em 2010 e por isso pediu para ficar de fora da área de direito eleitoral do escritório. “Neste ano o depoente identificou um pagamento da TAM Linhas Aéreas como ‘honorários eleitorais’, o que causou estranheza ao depoente, pois, à época, não sabia de qualquer serviço prestado pelo escritório à TAM”, afirmou. Procurada, a LATAM, atual nome da companhia aérea, informou que “está apurando os fatos”. A CR Almeida não localizou representantes para comentar. Em outro trecho da planilha de gastos do Fundo Consist, há uma menção ao senador Álvaro Dias (PV-PR) de 5 de outubro de 2011: “Custas Gleisi + Paulo Bernardo + Álvaro Dias (nota)”. Na última semana, o senador garantiu à ISTOÉ que nunca contratou o advogado e que ele defendia campanhas adversárias da sua.

      O caso Consist já foi alvo de denúncia do Ministério Público à Justiça Federal. No início do mês passado, Paulo Bernardo, Guilherme e outros 11 se tornaram réus na ação. O ex-ministro chegou a ser preso preventivamente, mas foi solto depois de um habeas corpus. A participação da senadora Gleisi é investigada no Supremo Tribunal Federal, porque ela tem foro privilegiado. O escritório de Guilherme recebeu mais de R$ 7 milhões, entre 2010 e 2015, do faturamento da Consist junto ao Ministério do Planejamento, segundo as investigações. “Referidos valores foram utilizados para pagar os honorários advocatícios de Guilherme Gonçalves, despesas pessoais, assim como pagar pessoas próximas de Paulo Bernardo, ex-assessores e inclusive motorista”, escreveu o Ministério Público Federal, que acusa o ex-ministro de exercer “comando da organização criminosa”. Como se descobre agora, essa associação voltada para o crime não tinha pudores nem em fazer despesas miúdas com o dinheiro alheio, desde que para alegrar o cotidiano da família Paulo Bernardo.

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  5. ENTREVISTA/FITCH: PEDIDO DE PRISÃO DE RENAN PODE ATRAPALHAR APROVAÇÃO DE PEC/GASTOS,DIZ GUEDES

    São Paulo, 07/06/2016 – Os pedidos de prisão pela Procuradoria Geral da República do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro do Planejamento do presidente interino Michel Temer, vai complicar a aprovação de medidas fiscais no Congresso, comentou Rafael Guedes, diretor executivo da Fitch Ratings no Brasil. Em entrevista ao Broadcast, Guedes destaca que este fato, especialmente o pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, pode atrapalhar no processo de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que o governo deve enviar ao parlamento nos próximos dias, relativa ao teto de reajuste pela inflação das despesas públicas e desvinculações do Orçamento.

    “Quando rebaixamos e colocamos o Brasil em perspectiva negativa em maio (2016), tínhamos mencionado justamente isso: os riscos de implementação das medidas econômicas que estavam sendo discutidas”, disse Guedes. Na avaliação de Guedes, o fim da crise política “é essencial” para ajudar a melhorar o rating do Brasil no horizonte de 12 meses. A solução desse cenário geraria, segundo ele, recuperação da confiança de consumidores e empresários e a reversão de uma recessão para voltar ao crescimento. Contudo, ele destaca que a aprovação pelo Congresso da PEC de teto para despesas públicas e desvinculações não é suficiente para melhorar as condições da dívida pública no curto prazo. “Não falamos nem recomendamos qualquer espécie de medidas, mas todo o governo tem a seu alcance uma série de medidas que podem ser mandadas ao Congresso. Vai depender da capacidade, do controle de uma coalização suficiente no Congresso para passar medidas mais ou menos duras.” Acompanhe a entrevista.

    Broadcast: O pedido da PGR para a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro do Planejamento do presidente interino Michel Temer exerce pressão negativa sobre o rating do Brasil?
    Rafael Guedes: Fatos pontuais, como a prisão de um ou outro político em si não impacta na nota do País. O que nossos analistas vão avaliar é como isso pode vir a complicar ainda mais todo o processo no Congresso, justamente num momento em que temos necessidade de passar medidas para enfrentar a crise econômica. Certamente não é um processo que ajuda na dinâmica política no Congresso. Virá complicar ainda mais essa dinâmica.

    Broadcast: O pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, pode atrapalhar a aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) de teto para gastos do governo com base na inflação e de desvinculações do Orçamento que o Poder Executivo pretende enviar ao Congresso nos próximos dias?
    Guedes: Pode, sem dúvida. Quando rebaixamos e colocamos o Brasil em perspectiva negativa em maio (2016), tínhamos mencionado justamente isso: os riscos de implementação das medidas econômicas que estavam sendo discutidas. Mesmo que venha a haver uma mudança (definitiva) de governo que trará possibilidade de alterações nas medidas econômicas, os riscos de implementação são ainda muito altos.

    Broadcast: Esses riscos põem pressão sobre a perspectiva do Brasil perante a Fitch, que é negativa?
    Guedes: A perspectiva negativa reflete estes riscos. Não podíamos antever os riscos, mas havia muitos deles no caminho da implementação. Existe uma série de fatos que podem vir a impedir implementação de medidas. Estamos vendo a concretização de um desses agora. Obviamente, o pedido de prisão não significa que as pessoas serão presas.

    Broadcast: Que tipo de reflexo a eventual aprovação da PEC do teto para despesas públicas pode gerar à nota soberana do Brasil?
    Guedes: No longo prazo, limitar os gastos ao crescimento da inflação será avaliado positivamente pela equipe analítica. No curto prazo, certamente com um déficit primário ao redor de 2% do PIB, não vão ser esses fatos que em um ou dois anos vão eliminar tal déficit. Dá um conforto no longo prazo, mas não é uma solução para a dinâmica da dívida pública brasileira.

    Broadcast: O que poderia ajudar a melhorar o rating do Brasil num horizonte de 12 meses?
    Guedes: No curto prazo, a resolução da situação política é essencial. Isso permitiria a volta da confiança de consumidores e empresários, a reversão da recessão e o Brasil voltaria ao caminho do crescimento econômico.

    Broadcast: E quais ações de política econômica o governo Michel Temer poderia adotar neste direção?
    Guedes: Não falamos nem recomendamos qualquer espécie de medidas. Mas todo o governo tem a seu alcance uma série de medidas que podem ser mandadas ao Congresso. Vai depender da capacidade, do controle de uma coalização suficiente no Congresso para passar medidas mais ou menos duras. (Ricardo Leopoldo

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  6. FERNANDO DANTAS: O QUE OS BRASILEIROS QUEREM ?

    O recém-iniciado governo de Michel Temer já deu mostras claras da sua estratégia de jogo. O presidente em exercício reuniu um time no qual, na área econômica, foram escaladas estrelas técnicas e, na área política, raposas e representantes tradicionais desta atividade no Brasil, com todos os seus velhos vícios.

    À primeira vista, parece que o governo Temer montou um ministério basicamente político, com uma pequena exceção na Fazenda (secundada pelo Planejamento e Banco Central), onde se concentram técnicos de alta qualidade. Mas não é bem assim. Na verdade, no Brasil de hoje, o ministro da Fazenda é quase um primeiro ministro, e pode muito bem dar a tônica de um governo, especialmente se for talentoso para tanto. Meirelles, com uma personalidade pública forte, que sabe preencher espaços, tem tudo para exercer esse papel no novo governo.

    Assim, entendido o equilíbrio entre o econômico e o político no governo, fica mais clara a aposta de Temer. De um lado, a formulação de uma política econômica por técnicos de orientação liberal e ortodoxa que, de acordo com os seus próprios pares, estão entre os melhores do País. Do outro, um time de políticos experimentados em todos os tipos de jogo do Congresso – tanto os que servem ao programa de governo como aqueles em causa própria -, cuja missão é fazer com que o máximo das duras medidas de austeridade da equipe econômica seja aprovado no Legislativo.

    É um plano que faz sentido, uma vez que é muito difícil imaginar qualquer outra estratégia que retenha mínimas chances de sucesso na atual conjuntura política e econômica nacional.
    Se Temer montasse um gabinete de ilustres especialistas em cada pasta, e as propostas da área econômica viessem a ser destroçadas pelo baixo clero, enfurecido por ter ficado fora do ministério, o barco do governo provavelmente iria a pique com todos os luminares que oportunisticamente não tivessem saltado fora antes.

    Além disso, o próprio presidente em exercício é um exemplar típico do político brasileiro tradicional que pulula em seu ministério. Temer, portanto, nada mais está fazendo do que jogar o jogo que conhece, com os jogadores que conhece.

    Mesmo que faça sentido, entretanto, nada garante que a estratégia vai dar certo. Muito já se falou e escreveu sobre os riscos: a piora do instável cenário econômico externo, avanços da Lava Jato num ministério nada invulnerável aos homens da lei, a deplorável influência de Eduardo Cunha manifestada na escolha de André Moura (PSC-SE) como líder do governo na Câmara e a possibilidade de derrotas de medidas politicamente difíceis no Congresso – diante da pressão de grupos organizados tanto contra cortes de gastos como contra aumento de impostos.

    Mas talvez a variável mais importante para determinar o sucesso ou o fracasso de Temer seja aquela que vem sendo a mais difícil de interpretar por intelectuais e especialistas: a vontade do povo brasileiro. Desde 2013, esse personagem já saiu às ruas para exigir serviços públicos melhores e mais baratos, enfureceu-se com a corrupção, demonstrou grande rejeição ao sistema político como um todo e dividiu-se entre uma grande maioria e uma relevante minoria para, respectivamente, pedir a saída de Dilma ou defender a sua permanência.

    Será que esse personagem, o povo brasileiro, vai majoritariamente apoiar ou rejeitar o plano de grandes reformas econômicas – duras a princípio, mas que devem abrir novos horizontes de crescimento – tocadas pelos mesmos personagens de sempre da política? O eleitorado não votou neste projeto, mas dada a calamitosa crise atual, não é impensável que o apoie ou pelo menos o tolere. Também não é impensável que o rejeite. Esta é a grande interrogação que até agora ninguém conseguiu responder satisfatoriamente.

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  7. Juiz Sérgio Moro já tem provas suficientes para mandar prender Lula

    Carlos Newton
    A jornalista Mônica Bergamo, que costuma ter bons informantes nos bastidores do PT e do governo federal, revela que “a principal razão para o abatimento de Lula não é o impeachment de Dilma Rousseff, segundo um dos melhores amigos do ex-presidente e um outro interlocutor direto. O que preocupa o petista de verdade é o fato de parte da família dele estar sendo também investigada”.

    Ainda segundo a jornalista da Folha de S. Paulo, “o impeachment só agravou o desânimo do ex-presidente, que se veria agora ainda mais exposto a eventuais medidas espetaculares de operações policiais”.

    Realmente, Lula da Silva (como é conhecido no exterior) tem fortes motivos para se preocupar. Sem foro privilegiado, agora está nas mãos de um juiz chamado Sérgio Moro, que já autorizou a condução coercitiva do ex-presidente, gerando uma cena espetacular, que virou notícia negativa na mídia nacional e internacional.

    SÃO MUITOS PROBLEMAS…
    Também está com juiz Moro o primeiro pedido de prisão de Lula, encaminhado pelo Ministério Público de São Paulo, com base em ocultação de patrimônio (lavagem de dinheiro) no estranho caso do tríplex à beira-mar no Guarujá.

    O problema se agiganta. Nos depoimentos das delações premiadas da Operação Lava Jato, Lula é citado mais de 200 vezes. O pior testemunho contra ele foi feito pelo então senador Delcídio Amaral, que ostentava a condição de líder do governo Dilma Rousseff e fez gravíssimas acusações diretas ao ex-presidente.

    As operações Lava Jato e Zelostes investigam também dois filhos de Lula (Fábio, o Lulinha, e Luís Cláudio, o caçula). Além disso, a própria Marisa Letícia é alvo de três inquéritos – na Procuradoria de São Paulo (tríplex), no Ministério Público Federal de Brasília (apropriação de bens pertencentes à União) e na força-tarefa da Lava Jato (triplex, sítio de Atibaia e apropriação de bens pertencentes à União).

    BUMLAI, TEIXEIRA E ROSE
    Até amigos íntimos de Lula estão sendo investigados, como o empresário José Carlos Bumlai e o advogado Roberto Teixeira, sem falar no processo contra a segunda-dama Rosemary Noronha, que o então presidente da República sustentava com recursos públicos e com ele viajava ao exterior sempre que Lula conseguia se descartar de dona Marisa.

    Ninguém sabe se Lula ainda se encontra com Rosemary, com quem se relaciona desde os anos 90, quando o amigo João Vaccari o apresentou à jovem secretária do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

    O que se sabe, sem medo de errar, é que Lula continua sustentando a família dela e também a defesa na Justiça. Na época do escândalo, em 2013, Lula fazia questão de se reunir com os advogados de Rose, sempre em companhia de José Dirceu, com quem não fala desde o início de 2015, quando se recusou a atender um telefonema dele, que se preocupava com o avanço da Lava Jato e queria traçar uma linha comum de defesa. Desde então, Lula e Dirceu nunca mais de falaram.

    A ESTRATÉGIA DE MORO
    Na visão de Lula, o pior de tudo é a estratégia cautelosa e torturante do juiz Sérgio Moro, cujas decisões e sentenças têm sido mantidas nos tribunais superiores, inclusive no Supremo.

    Quando o magistrado paranaense toma uma decisão mais polêmica e arriscada, como a cinematográfica condução coercitiva de Lula ou a divulgação dos áudios dos diálogos por telefone com a presidente Dilma Rousseff, isso significa que a força-tarefa tem outras cartas na manga. Assim, se algum tribunal quiser derrubar a decisão, o juiz Moro então revela as provas adicionais de que dispõe e facilmente justifica a medida adotada.

    O PIOR ESTÁ PARA VIR
    Lula está consciente de tudo isso. Realmente há razões para estar deprimido. Sua ex-amiga Dilma Rousseff tem motivos ainda maiores, mas a depressão dela é controlada pelos medicamentos de tarja preta que a mantêm minimamente equilibrada.

    Dilma está em Porto Alegre, tentando descansar ao lado da família e de amigos, mas terá de voltar a Brasília nesta quarta-feira, para retomar a campanha criada por Lula e pela cúpula do PT para denunciar o golpe e a perseguição das elites.

    Sem qualquer dúvida, nem Lula nem Dilma encontram motivos para perspectivas otimistas. Têm consciência de que o ministro-relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, sabe exatamente que está dizendo quando afirma que o pior ainda está para vir.

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  8. O afastamento da presidente Dilma é como se fosse o fim de um tsunami: no dia seguinte está tudo horrível, mas está todo mundo feliz porque pelo menos acabou. Mas tsunamis e terremotos podem voltar, pois a Lava Jato ainda deve trazer mais revelações.

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  9. Eis o ministério de Michel Temer
    by Pedro de Carvalho


    Temer: negociações para o ministério
    Temer: equipe formada

    – Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações;
    – Raul Jungmann, ministro da Defesa;
    – Romero Jucá, Planejamento, Desenvolvimento e Gestão;
    – Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo;
    – Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional;
    – Bruno Araújo, ministro das Cidades;
    – Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
    – Henrique Meirelles, ministro da Fazenda;
    – Mendonça Filho, ministro da Educação e Cultura;
    – Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil;
    – Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário;
    – Leonardo Picciani, ministro do Esporte;
    – Ricardo Barros, ministro da Saúde;
    – José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente;
    – Henrique Alves, ministro do Turismo;
    – José Serra, ministro das Relações Exteriores;
    – Ronaldo Nogueira de Oliveira, ministro do Trabalho;
    – Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e Cidadania;
    – Mauricio Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil;
    – Fabiano Augusto Martins Silveira, ministro da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU);
    – Fábio Osório Medina, AGU.

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  10. Olhem a verdadeira tentativa de golpe:

    Desarmando a bomba
    ELIANE CANTANHÊDE/Estadão
    05 Maio 2016 | 12:10

    A decisão do ministro Teori Zavascki de afastar o deputado Eduardo Cunha foi amadurecida durante a madrugada e teve o objetivo de desativar uma bomba preparada pelos ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello que, segundo análises de juristas, poderia implodir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a posse do vice Michel Temer.
    Lewandowski e Mello puseram em votação hoje à tarde a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), de autoria da Rede de Sustentabilidade, que, além de pedir o afastamento de Eduardo Cunha, determinava simultaneamente, segundo interpretação de outros ministros, a anulação de todos os seus atos no cargo – e, por conseguinte, o acatamento do pedido de impeachment de Dilma.
    Zavascki se irritou e outros ministros estranharam que Mello tenha aceitado relatar a ADPF da Rede, quando o natural seria que a enviasse para ele, que relata o caso Cunha desde dezembro. E as suspeitas pioraram quando Mello acertou com o presidente Lewandowski para suspender toda a pauta de hoje no plenário para se concentrar nessa ação.
    Ao perceberem a manobra – ou “golpe”, segundo um deles – , ministros do Supremo se mobilizaram para neutralizar a aprovação da ADPF hoje à tarde pelo plenário. Decidindo o afastamento de Cunha com base no processo aberto pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, Zavascki esvazia horas antes a ação da Rede, que deixa de ter um “objeto”. Se Cunha não é mais deputado, não há como julgá-lo como tal.
    O fato é que, com a proximidade do impeachment de Dilma, os nervos estão à flor da pele e o próprio Supremo está em pé de guerra. A sessão de hoje à tarde deve ser num nível máximo de tensão. Marco Aurélio Mello disse que “é preciso analisar” se o seu relatório sobre a ação da Rede está ou não prejudicado e tentou até brincar, dizendo do que Zavaski “poupou metade do seu trabalho”.
    Conforme fontes consultadas pelo Estado, o “jabuti” identificado na ADPF da Rede está no sétimo parágrafo, sobre “os atos impugnados” na ação e sobre “uma prática institucional incompatível com o regime constitucional da presidência da Câmara dos Deputados”.
    São citados, em seguida, dois tipos de atos: 1) o “grave ato omissivo” da Câmara, que deveria ter afastado o seu presidente depois que se tornou inabilitado para o cargo; 2) os “atos comissivos que foram praticados cotidianamente por um agente político que não poderia prosseguir na função de presidente da Câmara”.
    Nesse segundo caso, dos atos de Cunha, está dito: “Embora não se cogite de nulidade dos atos praticados até o reconhecimento da inconstitucionalidade ora questionada, impõe-se o exame célere da matéria para que promova o restabelecimento da normalidade institucional”.
    Na leitura de ministros e assessores do próprio Supremo, só não se cogita da nulidade desses atos até que a denúncia contra Cunha seja recebida. A partir de reconhecida a inabilitação dele, estaria aberta a brecha para que seus atos fossem revistos para resguardar a “normalidade institucional”.

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  11. O nome é Henrique Meirelles

    Economia 25.04.16 07:46
    A escolha já foi feita: o ministro da Fazenda de Michel Temer será Henrique Meirelles.

    E o ministro do Planejamento, segundo Andréia Sadi, será Romero Jucá. Ele terá a missão de negociar – e fazer aprovar – as medidas econômicas do governo. Um papel tão fundamental quanto o do ministro da Fazenda.

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